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Áreas alteradas na Amazônia brasileira: possibilidade de integração ao processo produtivo

O surgimento de áreas alteradas na Amazônia

O surgimento de áreas alteradas na Amazônia brasileira está diretamente relacionado com o processo de ocupação desencadeado por políticas desenvolvimentistas, que levaram ao aumento da exploração madeireira predatória e da conversão de áreas de floresta em sistemas agropecuários. A Amazônia brasileira possui 330 milhões de hectares, dos quais atualmente, cerca de 58 milhões estão desmatados. Desse total de área alterada, a metade está abandonada.

Onde estão as áreas alteradas?
A região mais desflorestada da Amazônia brasileira, conhecida como arco do desmatamento, tem início no nordeste do Estado do Pará, atravessa o sudoeste do estado do Maranhão e norte do Estado do Mato Grosso, seguindo até o noroeste do Estado de Rondônia. Sua largura varia entre 200 e 600 km, dependendo da intensidade das atividades antrópicas. Apesar desta faixa incluir sete estados da Amazônia, em 2001, apenas 50 municípios (20% dos municípios do arco) são responsáveis por 70% do desmatamento. É nesta região que programas de recuperação de áreas alteradas devem dedicar mais esforços.

Iniciativas de recuperação de áreas alteradas
Com esta finalidade, algumas iniciativas estão sendo conduzidas por programas de governo, ou por instituições não-governamentais. Muitas delas são conduzidas por produtores familiares e têm como principal objetivo a recuperação da produtividade. As áreas recuperadas geralmente são agricultura e pastagem abandonados, onde houve o estabelecimento de floresta secundária. Estes produtores investem principalmente em sistemas agroflorestais, pois enquanto as espécies arbóreas não se tornam exploráveis, os outros cultivos fornecem retorno econômico. Outras iniciativas são conduzidas por empresas, que plantam em grande escala, principalmente espécies madeireiras. As áreas recuperadas geralmente são florestas exploradas e pastagem abandonada com estabelecimento de floresta secundária.

A missão do estudo recuperação de áreas alteradas, uma parceria entre Cifor e Embrapa
As áreas alteradas podem se tornar áreas produtivas, e recuperá-las é uma importante alternativa para reduzir a pressão sobre áreas de florestas. O estudo que está sendo desenvolvido pelo convênio Embrapa-Cifor tem como principal objetivo o reconhecimento de padrões de recuperação de áreas alteradas na Amazônia brasileira. Os resultados deste estudo poderão nortear políticas públicas que visem implementar o uso sustentável de recursos naturais, a partir da reutilização de áreas já desflorestadas. Assim, pode ser possível reduzir o avanço de atividades agropecuárias e madeireiras, assegurando melhores condições de vida para as populações locais.
 
     
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